O feminino em Pessoa

O feminino em Pessoa é um espetáculo musical com canções concebidas pela compositora e pianista brasileira Patrícia Lopes, inspirada pela obra do poeta português, Fernando Pessoa (1888-1935). Este trabalho revela interpretações da poesia do escritor sob a perspectiva da música brasileira e suas convergências com a história da própria compositora.  É a partir de suas raízes que Patrícia Lopes flui de forma harmoniosa entre referências da música popular brasileira e da música clássica europeia.

 

A escolha do tema deve-se essencialmente à busca pela compreensão da alma feminina sobre a qual Fernando Pessoa se debruçou apaixonadamente. Há também, na figura misteriosa do poeta, uma profunda versatilidade literária. Foi justamente essa presença de vozes distintas – mas tão únicas em sua humanidade – que contribuiu para a criação das imagens sonoras presentes neste trabalho.

 

Escritos para voz e ensemble, o ciclo de canções O feminino em Pessoa une leveza e sofisticação, possibilitando assim uma atmosfera em que os diálogos melódicos e harmônicos entrelaçam-se ao tecido poético de Fernando Pessoa.

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Músicos convidados

Amanda Ferraresi (violoncelo) é graduanda em violoncelo na Universidade de São Paulo (USP), orientada pelo professor Robert Suetholz. Participou de masterclasses com os professores Fabio Presgrave, Claudio Jaffé e Aldo Mata. Integrou diversas orquestras, entre elas a Orquestra Jovem de Paulínia (2012) e a Orquestra Jovem de Guarulhos (2016). Trabalha com grupos teatrais desde 2014, além de desenvolver e participar de projetos de música popular brasileira.

Ana Luiza (vocais) é cantora e compositora e participa ativamente do cenário musical de São Paulo com foco na canção popular. Além de desenvolver seu trabalho autoral, também se dedica à interpretação de canções consagradas de autores brasileiros.  Ao longo de sua trajetória, desenvolvida no Brasil e no Exterior, tem recebido o reconhecimento de público e crítica, colaborando com célebres artistas como Milton Nascimento, Ney Matogrosso, Chico Buarque, Francis Hime, o cubano Pablo Milanés, Arrigo Barnabé, Paulinho da Viola, Dominguinhos, Zeca Baleiro, Chico César, Guinga, a cantora portuguesa Maria João, e o violonista clássico Fabio Zanon.

Andrea dos Guimarães (vocais) gravou seu primeiro CD solo, em 2015, um álbum de piano e voz intitulado “Desvelo”, com canções da música popular brasileira cantadas, arranjadas e tocadas por ela. O disco foi lançado no Itaú Cultural em São Paulo e, posteriormente com o espetáculo, Andrea realizou sua 1ª turnê europeia em Portugal e Espanha, tendo se apresentado no HotClube de Lisboa (Lisboa|PT), Salão Brazil (Coimbra|PT), Musiberia (Serpa|PT), Jimmy Glass Jazz Bar (Valencia|ES) e Sedajazz (Valencia|ES). Como intérprete, já se apresentou ao lado de grandes artistas como Guinga, Mônica Salmaso, Sara Serpa (Portugal), entre outros.

Angela Duarte (harpa) tem atuado nas mais variadas formações como harpista solista, camerista e convidada nas principais orquestras brasileiras. Bacharel em harpa pela Faculdade Santa Marcelina, foi integrante da Orquestra Jovem do Estado de São Paulo de 2012-2015, participando tanto da gravação dos três CDs do grupo quanto das turnês internacionais pelos Estados Unidos e Europa. Atualmente, além dos projetos camerísticos que mantém, é harpista da Banda Sinfônica do Exército.

Beatriz França (contrabaixo) é contrabaixista graduada pela EMESP – Escola de Música do Estado de São Paulo. Apresentou-se no musical infantil “Operilda na Orquestra Amazônica” e também participou de diversos festivais, como o Festival de Inverno de Campos do Jordão. Busca atuar com referências artísticas diversas, eruditas, populares e experimentais. Atualmente é contrabaixista na Orquestra de Câmara da USP e na Orquestra Sinfônica de Santos.

Catarina Rossi (viola) é violista da Orquestra Sinfônica de Piracicaba, São Paulo, e bacharel em viola pela Universidade Estadual de Campinas – SP. Foi integrante do naipe de violas da Orquestra Jovem Municipal de SP, Orquestra Tom Jobim, Orquestra Experimental de Repertório e pesquisa o universo da rabeca pernambucana desde 2014. É membro dos grupos Duo Szabok, do Coletivo IANAI e do Grupo Breusil.

Daniel DÁlcantara (trompete) é integrante do grupo Soundscape Big Band Jazz em São Paulo. Participa ativamente do cenário jazzístico de São Paulo e já se apresentou ao lado de renomados músicos brasileiros, entre eles Milton Nascimento, Roberto Menescal, Rosa Passos, Ivan Lins, Filó Machado, Leny Andrade e João Donato. Em 2003 integrou o noneto do saxofonista norte americano Lee Konitz e em 2010 participou da Big Band que acompanhou a maestrina e compositora Maria Schneider no Festival de Jazz de Ouro Preto – Minas Gerais.

Clara Kok (flauta) é flautista membro da Cia de Teatro Tijolo. Bacharel em flauta transversal pela Universidade de Campinas, São Paulo, participa ativamente do cenário musical jazzístico e de choro e samba de São Paulo.

Ensemble OCAM (Orquestra de Câmara da Escola de Comunicação e Artes da USP – São Paulo)

Gil Jardim, diretor artístico  |  Filipe Fonseca, regente

Tahyná Oliveira, flauta  •  Efraim Santana, clarinete  •  Angela Duarte, harpa  •  Mayra Viner, violoncelo  •  Maurício Simão, trombone  •  Sebastian Ruiz, viola  •  Felipe Suto, percussão  •  Renan Proença, percussão  •  Amanda Ferraresi, violoncelo  •  Catherine Santana, oboé  •  Laís Francischinelli, clarinete  •  Diana Leal, violino  •  Eva Lemmi, violino  •  Beatriz França, contrabaixo  •   Bianca Santos, trompete  •  Thayara Siqueira, violino

Gil Jardim (diretor artístico) é regente titular e diretor artístico da Orquestra de Câmara da USP (OCAM) e professor livre docente do departamento de música da ECA-USP. Transitando entre a música erudita, a música instrumental e a MPB, produziu composições, arranjos e atuou como maestro em turnês pelo Brasil e pelo mundo, em trabalhos com músicos como Milton Nascimento, Naná Vasconcelos, César Camargo Mariano, Ivan Lins, Leila Pinheiro e Egberto Gismonti. No exterior dirigiu orquestras como a Brooklyn Academy of Music Symphony Orchestra (Nova Iorque), a Royal Philarmonic Concert Orchestra (Londres), a Orquestra Regionalle del Lazio (Roma) e a Orquestra de Camara Mayo ( Buenos Aires).

Hugo Azenha (clarinete) é licenciado pela Academia Nacional Superior de Orquestra na classe do professor Nuno Silva. Atualmente é professor de clarinete na escola de música Nossa Senhora do Cabo em Linda-a-Velha, clarinetista da OCF-Orquestra Clássica de Fátima e colabora com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Clássica do Sul e a WESO – West European Studio Orchestra.

Ilana Volcov (vocais) é cantora e já se apresentou ao lado de renomados músicos brasileiros, entre eles Guinga, Ed Motta, Vanessa da Mata e Zeca Baleiro, além de Eduardo Gudin, com quem participou da gravação do CD “Um jeito de fazer samba”. Em 2011, lançou seu primeiro disco solo, “Banguê”, o qual foi indicado ao 22º Prêmio da Música Brasileira, na categoria Melhor Canção, com a faixa “Procissão da Padroeira” (Guinga e Paulo César Pinheiro), e convidada a participar da seleção do Grammy Latino 2011.

Judith Insell (viola) é natural de Nova Iorque e tem sido um membro ativo do cenário clássico e pop de Nova Iorque desde os anos 90. Já gravou e se apresentou com os renomados músicos Lee Konitz, Steve Coleman, Antonio Hart, entre outros. É membro fundadora do Jazz Ensemble de Cordas “Sojourner” com o qual se apresentou por todo o leste dos EUA. Judith Insell se apresentou com a New Jersey Symphony, a National Chorale Orchestra e atualmente é violista da Greenwich Symphony.

Jussan Cluxnei (clarinete e clarone) é Bacharel em Clarinete pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), vencedor do 13° Prêmio Nabor Pires de Camargo e do II Concurso Henri Bok para Claronistas. Foi integrante da Orquestra do Theatro São Pedro de 2010 a 2017 e também atua no âmbito da música popular brasileira, se apresentando e gravando com grupos como Duo VibrAr, Ybiará Trio, Ágar-Ágar Trio, Ensemble Brasileiro, entre outros.

Léa Freire (flauta), flautista e compositora, apresentou-se com os mais renomados músicos das mais diversas tendências musicais de sua geração. Tem parcerias com alguns dos mais célebres artistas brasileiros, assim como Joyce, e gravou músicas da dupla no Japão, Alemanha, Inglaterra e Brasil. Criou o quinteto “Vento em Madeira” que conta com a participação de Teco Cardoso, Tiago Costa, Fernando Demarco e Edu Ribeiro, além de participações especiais de Mônica Salmaso em seu terceiro CD – Arraial – lançado em 2017. Seu mais recente trabalho é o duo com Amilton Godoy (pianista – Zimbo Trio) e juntos gravaram o CD intitulado A Mil Tons, com 10 musicas de Amilton. Como produtora e editora de música instrumental Brasileira, sua gravadora e editora – Maritaca – já lançou mais de 50 CDs e dois livros.

Lu Horta (vocais) cantora, compositora e percussionista corporal Lu Horta participou da formação do grupo de percussão corporal Barbatuques, do qual ainda faz parte como integrante. Junto com o grupo também já lançou quatro CDs, e “O Seguinte é esse” (2005), que foi contemplado pelo Prêmio Tim de Música em 2006. Com o Barbatuques participou de trilhas para cinema nos filmes “Tropa de Elite” e “O Menino e o Mundo”, indicado ao Oscar em 2016.

Lyda Chen-Argerich (viola), nascida em Genebra, tem se apresentado ao lado da mãe Martha Argerich e com instrumentistas do círculo Argerich. Participa com frequência do Festival Martha Argerich em Beppu desde 1998 e no Festival  Progetto Martha Argerich desde 2002. Se apresenta com o Interlude Trio especialmente envolvido com música contemporânea do século XX, e é membro do Basileo String Quartett de Genebra.

Marcelo Pretto (vocais) é cantor e membro fundador do grupo “A Barca”, que pesquisa músicas da cultura popular brasileira. Desde 2000, ministra oficinas de musicalização no Brasil e em cidades da França. Foi finalista do Prêmio Visa, Edição Cantores (2002) e no Festival da Cultura recebeu o prêmio de melhor intérprete (2005).  Na França, participou do festival “Villes et Musiques du Monde” (2006).

Ohad Talmor (saxofone e clarinete) é músico suíço e vencedor dos prêmios “European Community Jazz Composer Award” de 2015 e “Switzerland Musician of the Year Award” de 2012. Como saxofonista se apresentou com grandes músicos de sua geração, como Lee Konitz, Charlie Haden, Kurt Rosenwinkle, Jason Moran e Steve Swallow. É compositor da trilha sonora do premiado filme intitulado “Low Down” de 2014 estrelado por Elle Fanning, John Hawkes e Glenn Close.

Paula Mirhan (vocais) é cantora e atriz brasileira. É integrante das companhias de teatro Cia. Les Commediens Tropicales e Cia deFeitos em São Paulo e tem graduação em Artes Cênicas na UNICAMP (Universidade de Campinas) e Canto Popular no Centro de Estudos Musicais Tom Jobim de São Paulo. Trabalha ao lado de Patrícia Lopes desde 2014 apresentando o espetáculo O feminino em Pessoa.

Paula Pires (clarinete) é Mestra em clarinete solo pela Hochschule für Musik und Tanz Köln, e concluiu seu bacharelado em clarinete pela UNESP, em 2012. Foi premiada pela FUNARTE e bolsista de pós-graduação do Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD). Atualmente é clarinetista da Orquestra do Theatro São Pedro, e professora de clarinete na EMESP – Tom Jobim, em São Paulo.

Paula Valente (saxofone) é saxofonista e flautista, formada em Composição e Regência pela Unesp e mestrado e doutorado pela Universidade de São Paulo-USP. É integrante da Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo desde sua fundação em 1990. Apresentou-se com grandes nomes da MPB, tais como: Tom Jobim, Edu Lobo, Zizi Possi, Egberto Gismonti, Ivan Lins e Milton Nascimento. É professora da Escola de Música do estado de São Paulo (EMESP- Tom Jobim) desde 1990, e é membro fundadora da primeira Bigband feminina – Jazzmin’s Bigband.

Ricardo Ferreira (violoncelo) é violoncelista e tem sido um membro ativo do cenário clássico de Portugal.   Colaborou com a Orchestra Sinfonica Internazionale Giovanile “Fedele Fenaroli”, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra do Algarve, Orquestra da Madeira, Orquestra de Câmara de Braga, Orquestra Académica Metropolitana e Orquestra Aproarte. Foi o 1.º Violoncelo da Orquestra Artave e Aproarte e participa regularmente no ciclo de concertos “Jovens Músicos de Guimarães”. Em Setembro de 2011, através de audição, foi selecionado para integrar a Fundação Orquestra Estúdio – Orquestra da Capital Europeia da Cultura (Guimarães 2012).
Paralelamente à música clássica, participou em projetos com os cantores africanos Paulo Flores, Tito Paris, Dino d’Santiago e Vaiss (Osvaldo Dias). Gravou CD e DVD com a Fundação Orquestra Estúdio, Paulo Flores e Dino d’Santiago. Atualmente é professor de violoncelo do Conservatório de Música da Metropolitana.

Rafael de Caboclo (violoncelo) é natural de Rio Claro e atualmente é academista da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP) com a qual se apresenta regularmente nos concertos da sala São Paulo. É bacharel em violoncelo pela Universidade Estadual Paulista. (UNESP).

Sebastián Ruiz (viola) é natural da Patagônia Chilena e concluiu seu bacharelado em Performance pela Universidade Católica de Valparaíso no Chile. Atualmente é violista da OCAM-USP. Atua como músico em festivais de música Contemporânea e Barroca e recentemente atuou no Femusc em 2015. Foi convidado da Filarmónica do Chile em 2014.

Sofia Vitória (vocais) frequentou licenciatura em Voz Jazz na Escola Superior de Música de Lisboa e o Curso de Piano do Conservatório Regional de Setúbal. Dividiu o palco com Ivan Lins, Alexandre Frazão, Carlos Barretto, João Moreira, entre muitos outros renomados artistas da atualidade. Desde 2011 é convidada do espetáculo “Poema Bar”, recital que reúne a poesia de Fernando Pessoa e Vinicius de Moraes – com o ator brasileiro Alexandre Borges, o pianista português João Vasco, e a neta de Vinicius, a cantora e atriz brasileira Mariana de Moraes. Recentemente gravou  CD intitulado “Echoes” com composições sobre poemas em inglês de Fernando Pessoa com apoio da Casa Fernando Pessoa.

William Teixeira (violoncelo) é membro do Fukuda Cello Ensemble e  participa ativamente do cenário da música clássica de São Paulo. Já atuou como chefe de naipe da Orquestra Sinfônica de Rio Claro e da Orquestra de Câmara da USP, além de ter integrado a Orquestra Sinfônica Heliópolis e a Orquestra Filarmônica de São Caetano do Sul. Dedica-se à pesquisa da música contemporânea e atualmente cursa o Doutorado em Música na Universidade de São Paulo.